Nota do Editor

Pokémon Emerald é o terceiro jogo no continente de Hoenn - e também o mais completo dos 3 primeiros. O jogo não melhorou em alguns aspectos se comparado a Ruby e Sapphire, porém muito mais coerente com a história proposta. Emerald é, em síntese, um belo e oportuno upgrade de suas versões anteriores.

7.8
Gráficos
7.8
Jogabilidade
7.5
História
7.5
Diversão
5.5
Som

Pokémon Yellow no GB, Crystal no GBC, e Emerald no GBA. A franquia pokémon adora produzir uma terceira versão para seus jogos principais, e Ruby/Sapphire não escaparam dessa. Emerald foi lançado no Japão em Setembro de 2004, e no ano seguinte para o resto do mundo. Num geral, essa versão recebeu notas mais baixas pela crítica do que suas versões anteriores, mas isso se deve ao fato de ela não ter trazido inovações significativas. Isso acaba por ser sim um ponto negativo para Emerald, mas a versão trouxe mais conteúdo pós-elites, mais eventos, mais pokémons, enfim, mais diversão para quem joga.

Emerald não recebeu nenhum remake até os dias atuais, diferente de R/S. Não é necessário, Omega Ruby e Alpha Sapphire cumprem bem seus papéis como remakes da 3ª geração.

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Emerald possui os mesmos gráficos de Ruby e Sapphire. Praticamente nenhuma diferença. No máximo alguns detalhes foram modificados: cores do seu personagem, o nome das cidades aparecendo em plaquinhas diferentes, estrelas saindo da pokébola após capturar um pokémon… Se você observar a fundo talvez note algumas pequenas mudanças no cenário (cores, pisos, árvores…), mas nada que choque você a primeira vista. Contudo, Emerald já traz sprites animados, um recurso que podia ter sido aproveitado em R/S.

Pode não parecer nada demais, mas se você veio da transição de R/S para Emerald, provavelmente entende a felicidade que foi ver os monstrinhos se mexendo, mesmo que minimamente. Para quem veio da geração do GBC ou GB já deve ter tido a mesma felicidade ao jogar Pokémon Crystal.

Emerald também traz um curto vídeo dentro do jogo durante o confronto dos 3 lendários (Groundon vs Kyogre vs Rayquaza). Pode também não parecer algo muito significativo, mas foi algo de se encher os olhos quando joguei pela primeira vez. Ver um Rayquaza descendo dos céus e botando ordem na confusão que Groudon e Kyogre fizeram é impagável, mesmo que não tenha sido um vídeo Full HD 3D.

Assim como seus irmãos gêmeos, Emerald manteve os padrões gráficos, porém com alguns requintes próprios que lhe fazem acreditar que a GameFreak não simplesmente “copiou e colou” tudo de novo. Os cenários bem trabalhados, levemente diferenciados, e alguns extras, acabaram por aumentar a nota dessa versão. Mas precisamos manter os pés no chão, ainda são sim gráficos limitados.

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Infelizmente a jogabilidade se manteve a mesma. Emerald continua com problemas na progressão do jogo. Para a nossa felicidade, a mudança na história do jogo acabou por amenizar esse problema de progressão, já que você é forçado a batalhar contra as 2 equipes vilãs. Não que isso irá resolver todos os seus problemas, mas quanto mais treinadores, menos você precisa dos matinhos para treinar.

Outro fator que ajudou na jogabilidade foram as mudanças no cenário. Com mais locais para se explorar, há mais lugares para ir, e consequentemente, mais locais para se treinar. Não espere, contudo, um cenário 100% diferente, são mudanças singelas, mas que existem. Outro ponto negativo é que alguns desses locais necessitam da Elite 4 para serem acessados, então eles provavelmente não ajudarão na hora que você precisaria deles.

Quanto a história de Emerald, temos aqui a maior vantagem de se jogar essa versão. Ambos Archie e Maxie são seus inimigos. Nada de falsos mocinhos, o mocinho é você. Você está tentando salvar a Terra com seus amigos, e não você, seus amigos e a equipe rival. Pode parecer uma mudança tola, mas isso altera toda a história do jogo. Há mais confrontos, mais batalhas, mais cenários que não existiam em R/S.

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A nova trama de Pokémon Emerald traz consigo uma história bem mais coerente e divertida. Você sente muito melhor a pressão de “tenho que salvar o mundo” que jogo quer que você sinta. Mas a trama não muda apenas no lado negro da força. Há novas pessoas, novos eventos, novas parcerias, novos lendários disponíveis, novos lugares, novos pokémons… Não há novos pokémons, mas alguns passaram a ser disponíveis, como os iniciais de Johto, Deoxys e até Mew.

O terceiro jogo da franquia em Hoenn é bem mais divertido que os seus irmão gêmeos mais velhos. Emerald possui mais eventos, mais locais e mais coisas para se fazer no pós-elite 4. Isso não só aumenta as horas de jogo que você vai precisar para zerá-lo, como também deixa o jogo muito menos tedioso. A possibilidade de se conseguir pokémons que foram vistos pela última vez em Gold / Silver / Crystal, alguns lendários únicos como Mew e Deoxys, a Battle Frontier, tudo isso torna o jogo muito mais interessante.

Obviamente alguns pokémons foram banidos dessa versão, forçando você a conseguí-los através de trocas com R/S ou Fire Red/Leaf Green, XD e Colosseum. Alguns outros necessitam de eventos distribuídos na época, como Jirachi e o Eon Ticket para conseguir o dragão oposto ao que você escolheu (Latias/Latios).

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Infelizmente a trilha sonora de Emerald é a mesma de Ruby e Sapphire. Mesmos defeitos, mesmas qualidades, não há muito o que se discutir aqui. A franquia continua com seus bips irritantes e algumas músicas interessantes, mas nada que tenha me impressionado significativamente.

Depois de tanto texto, vamos a análise final:

Gráficos: A volta dos sprites animados, o mini vídeo do Rayquaza, uma significativa repaginação no visual do continente, mas sem perder a essência do que era antes. Continua em um nível básico, com as mesmas limitações de suas versões anteriores. Mudanças menos significativas em pisos, cores, árvores, ginásios, acabam por ajudar a criar uma alma própria do Emerald. Você não vai se sentir jogando uma cópia literal de Ruby e Sapphire.

Jogabilidade: Praticamente a mesma de R/S. Ela foi melhorada com algumas pequenas mudanças em níveis dos treinadores, quantidade de pokémons, o fato de você ter que derrotar 2 equipes vilãs ao invés de uma apenas. Porém não suficiente para resolver o problema da progressão do jogo. A mochila também continua limitada, mas a simplicidade dos comandos ainda é um belo atrativo – principalmente para crianças.

História: A história foi o grande ponto de melhoria em Emerald. Os leves upgrades nos gráficos e na jogabilidade não se comparam ao quanto a história ficou melhor. Além de muito mais coerente pelo fato de você combater ambas as equipes vilãs, a mudança em cenários, batalhas, pessoas, acabou por deixar o jogo mais divertido, comprido e interessante.

Diversão: Depois de melhorarem a história do jogo e de aumentarem a quantidade de eventos, cenários e locais para se explorar no pós-elite 4, obviamente o jogo ficou bem mais divertido que suas versões anteriores. Outro ponto positivo foi a preocupação em manter alguns pontos marcantes dos jogos passados (sim, continue rezando para conseguir pescar um Feebas na rota 119).

Som: Infelizmente a mesma trilha sonora de R/S. Não houve inovações, e portanto, não houveram melhorias. Felizmente não ficou pior também. Não há muito o que ser abordado aqui.

Gostaria de lembrar que reviews contém as ideias dos seus respectivos autores, e que por isso você não é obrigado a concordar com tudo que foi dito, mas espero que ela tenha lhe ajudado a ter uma ideia geral sobre o jogo analisado aqui. Obrigado por ler, deixe seu comentário, sua opinião é importante para nós!